A rede de assistência social inicia maio sob duas frentes que afetam diretamente Bolsa Família, BPC e CadÚnico: biometria obrigatória e “pente-fino” cadastral com regras detalhadas para 2026.
O governo fixou 31 de dezembro de 2026 como prazo para beneficiários elegíveis ao Bolsa Família, identificados no CadÚnico, terem cadastro biométrico válido para concessão, manutenção e renovação. A regra foi formalizada em portaria conjunta publicada em 30/04.
Ao mesmo tempo, uma instrução normativa do MDS define públicos, prazos e consequências da Ação de Qualificação do CadÚnico 2026, com foco em registros desatualizados há mais de 24 meses e inconsistências.
Biometria: o que muda e quem precisa se mexer até 31/12/2026
O prazo de 31/12/2026 vale para pessoas elegíveis ao Bolsa Família no CadÚnico e é requisito para concessão, manutenção e renovação do benefício, segundo a regra publicada no fim de abril.
Para quem já tem biometria em bases oficiais, registros do TSE, CNH ou passaporte continuam sendo aceitos na transição, sem exigência imediata de nova coleta para todos os casos.
Para quem ainda não tem biometria registrada, a orientação oficial é regularizar principalmente pela emissão da CIN, seguindo o fluxo de agendamento e atendimento do seu estado.
- Prazo-chave: biometria válida até 31/12/2026 para manter regras de acesso a benefícios sociais.
- O que pode valer: biometria já coletada em TSE, CNH ou passaporte, conforme regras de transição.
- Como viabilizar: emissão da CIN com coleta biométrica no atendimento estadual.
O governo também prevê dispensa para pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência, mediante comprovação médica, com possibilidade de exigência posterior.

Qualificação do CadÚnico 2026: quem entra na revisão e quais bases são usadas
A Instrução Normativa Conjunta nº 2 do MDS detalha a Ação de Qualificação do CadÚnico 2026, dividida em Averiguação (AVE26) e Revisão (REV26), com impactos em Bolsa Família, BPC e Tarifa Social.
Na REV26, entram registros desatualizados e cadastros que “vão desatualizar” no ciclo, considerando a regra de 24 meses sem atualização e critérios definidos em lei e portaria do fim de 2025.
Para identificar o público inicial, a norma lista as bases usadas, como CadÚnico de janeiro de 2026, beneficiários do BPC (dezembro/2025), do Bolsa Família (janeiro/2026) e da Tarifa Social.
- Verifique se sua família foi convocada no município/CRAS ou canais oficiais do CadÚnico.
- Se estiver desatualizado, atualize dados e documentos com entrevista conforme regras locais.
- Guarde comprovantes e confirme o status de “regularizado” após a atualização.
A instrução ainda ressalta que novos públicos podem ser incluídos ao longo de 2026 e que uma mesma família pode aparecer simultaneamente em processos diferentes, por motivos distintos.
Famílias unipessoais: entrevista domiciliar e documentos podem ser exigidos
Um ponto sensível da revisão de 2026 envolve famílias unipessoais vinculadas a benefícios. A norma prevê entrevista domiciliar para unipessoais beneficiárias do Bolsa Família ou do BPC, salvo exceções.
Entre as exceções citadas estão situações como área de violência, local de difícil acesso, calamidade/emergência, programas de proteção, população em situação de rua e grupos indígenas e quilombolas.
Além da visita, a regularização pode depender de anexar documento oficial com foto e Termo de Responsabilidade no sistema, respeitando as exceções previstas em normas já vigentes.
- Se você mora sozinho e recebe benefício, prepare-se para possível visita domiciliar no processo de regularização.
- Leve documentos atualizados e confirme se seu município exige anexos digitais no atendimento.
- Se houver impedimento real de visita, registre o motivo e peça orientação formal no CRAS.
Na prática, o recado para maio é direto: biometria e atualização cadastral passam a andar juntas, e atrasos podem gerar bloqueios, revisões e exigências adicionais no fluxo de manutenção dos benefícios.
Segundo comunicado do Executivo, o prazo de 31 de dezembro de 2026 foi fixado para biometria de elegíveis do Bolsa Família no CadÚnico.
No detalhamento técnico do MDS, a Instrução Normativa Conjunta nº 2 define públicos e procedimentos da Revisão Cadastral (REV26).
E, no campo da gestão municipal, o Informe Bolsa Família nº 118 detalha ajustes no cálculo da TAC do IGD-PBF a partir da competência de março de 2026.
Dúvidas Sobre biometria e revisão do CadÚnico em 2026
As regras de biometria e a Qualificação do CadÚnico 2026 mexem com prazos e exigências para Bolsa Família e BPC. Aqui estão respostas objetivas para as dúvidas que mais travam a regularização agora.
Preciso ir ao CRAS agora só por causa da biometria?
Não necessariamente. A biometria pode ser validada por registros já existentes (como TSE, CNH ou passaporte) e, para quem precisa coletar, o caminho principal é a emissão da CIN no fluxo do seu estado. Procure o CRAS apenas se receber convocação ou se precisar atualizar o CadÚnico.
Minha família está há mais de 2 anos sem atualizar o CadÚnico: o que acontece?
Você pode entrar na Revisão Cadastral (REV26) e ser convocado para atualizar informações. A regularização depende de atualizar o cadastro após a data de referência do seu público e cumprir exigências específicas, que podem incluir documentos e, em alguns casos, visita domiciliar.
Moro sozinho e recebo benefício: vou perder se não receber visita em casa?
Não é automático, mas pode haver exigência de entrevista domiciliar para unipessoais no Bolsa Família ou BPC. Se houver impedimento (violência, difícil acesso, calamidade ou outros casos previstos), o município pode aplicar exceções; por isso, registre a situação e peça orientação no atendimento local.
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