O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) acelerou a estratégia de desafogar a fila de perícias em 2026 com dois eixos: expansão da telemedicina e reforço do Atestmed, modalidade que dispensa exame presencial em casos específicos.
Na prática, o movimento muda a rotina de quem pede benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença): mais pedidos podem ser analisados por documentos e parte das perícias passa a ocorrer por vídeo, dentro de agências.
O foco do governo é reduzir tempo de espera e deslocamentos, sobretudo em municípios sem perito lotado ou com agenda congestionada, segundo comunicados oficiais publicados ao longo do primeiro semestre.
Telemedicina chega a 700 agências e amplia cobertura da perícia
O Ministério da Previdência informou que a perícia médica por telemedicina já está disponível em 700 agências do INSS, ampliando o acesso em regiões onde a espera é maior.
Nesse modelo, o segurado comparece à unidade do INSS e realiza a avaliação com um perito remoto, por conexão de vídeo, em sala preparada para o atendimento.
A seleção das localidades, segundo o governo, considera fatores como ausência de médico perito na agência, tempo elevado de espera e necessidade de longos deslocamentos do cidadão.
- Atende localidades com gargalo de agenda e falta de perito.
- Reduz viagens longas para quem mora longe de grandes centros.
- Usa estrutura da agência, evitando depender de internet em casa.

Atestmed: atestado de até 90 dias pode dispensar perícia presencial
Outra mudança que ganhou força em 2026 é a análise documental. O governo confirmou que atestados médicos de até 90 dias podem ser avaliados sem perícia presencial em muitos casos, dentro do fluxo do Atestmed.
O INSS orienta que o documento seja legível e contenha itens mínimos, como identificação do paciente, data, CID ou diagnóstico, assinatura e carimbo com CRM, além do prazo estimado de afastamento.
Se faltarem requisitos ou se houver necessidade de reavaliar a situação, o processo pode ser direcionado para perícia, conforme as regras de triagem e análise.
O passo a passo oficial indica que o pedido é feito pelo Meu INSS, com anexação de documentação médica, dentro do serviço Atestmed (análise documental).
- Reúna atestado e exames que sustentem a incapacidade.
- Abra o requerimento no Meu INSS e anexe os arquivos.
- Acompanhe o andamento e responda exigências, se houver.
Fila e concessões: governo atribui queda a Atestmed, teleperícia e mutirões
Em balanço divulgado no fim de maio, o Ministério da Previdência afirmou que o INSS alcançou 890 mil concessões no mês e associou o resultado a medidas como Atestmed, perícia conectada e mutirões.
O comunicado oficial descreve que a redução da fila de perícias decorre da “qualificação do Atestmed”, do uso de telemedicina e de atendimentos concentrados em diversas regiões.
Segundo a nota, o recorde de 890 mil concessões foi apresentado como evidência de maior capacidade de resposta do sistema em 2026.
Para o segurado, o efeito esperado é mais previsibilidade no andamento do pedido, mas ainda há variação por região, tipo de benefício e qualidade da documentação enviada.
Dúvidas Sobre teleperícia e Atestmed no INSS em 2026
A expansão da telemedicina para perícias e a dispensa de exame presencial em atestados de até 90 dias mudaram a forma de pedir benefício por incapacidade em 2026. Estas perguntas ajudam a entender quando cada caminho se aplica e o que fazer se houver exigência.
Teleperícia é atendimento em casa ou preciso ir a uma agência?
Em geral, o modelo divulgado pelo governo ocorre dentro de agências do INSS, em sala preparada para vídeo com o perito remoto. A regra prática é se preparar para comparecer à unidade no dia e horário marcados.
Se meu atestado tiver 90 dias, o INSS é obrigado a aceitar sem perícia?
Não necessariamente. A dispensa de perícia presencial depende de análise documental e de o atestado cumprir os requisitos. Se faltar informação, houver dúvida ou inconsistência, o caso pode ser chamado para perícia.
O que mais costuma causar exigência ou indeferimento no Atestmed?
Os problemas mais comuns são atestado ilegível, ausência de data, falta de CID/diagnóstico por extenso, identificação incompleta do médico ou prazo de afastamento indefinido. Conferir esses itens antes de enviar reduz o risco de retorno.
Aviso Editorial
Este conteúdo foi estruturado com o auxílio de Inteligência Artificial e submetido a rigorosa curadoria, checagem de fatos e revisão final pelo editor-chefe Pedro Boeno. O Reaja Agora News reafirma seu compromisso com a ética jornalística, garantindo que o julgamento editorial e a validação das informações são de inteira responsabilidade humana, do editor.
Editor: Pedro Boeno
Transparência: Política Editorial | Política de Uso de IA | Política de Correções | Contato

Notícias Relacionadas