A Comissão de Previdência da Câmara dos Deputados aprovou, em 24 de abril de 2026, um projeto que pode mudar o valor pago na pensão por morte do INSS.
Pelo texto, a pensão voltaria a ser calculada em 100% da aposentadoria que o segurado recebia, ou da que teria direito por incapacidade permanente.
A proposta ainda não virou lei. Ela segue para novas etapas de análise, e o resultado final pode impactar milhares de famílias no Regime Geral.
O que a comissão aprovou e qual é a mudança na pensão por morte
O parecer aprovado restabelece o pagamento integral da pensão por morte para dependentes de segurados do INSS.
Na prática, o texto pretende substituir o modelo de “cotas” criado na Reforma de 2019, que calcula a pensão com base em 50% + 10% por dependente.
A aprovação ocorreu na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.
Segundo a decisão divulgada pela Câmara em 24/04/2026, a regra valeria para segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Quais projetos foram reunidos no novo texto
O relator apresentou um substitutivo para o PL 338/2024 e para o PL 371/2024, que tramitaram juntos.
O substitutivo restringiu o alcance aos segurados do RGPS, que é o regime dos trabalhadores da iniciativa privada atendidos pelo INSS.
- Foco: dependentes de segurados do RGPS (INSS).
- Objetivo: recompor renda dos dependentes em patamar mais próximo ao da renda do segurado.
- Resultado pretendido: pensão por morte em 100%, conforme o texto aprovado na comissão.

Quem pode ser afetado e quais pontos chamaram atenção
O texto aprovado afirma que o pagamento integral seria assegurado a todos os dependentes, incluindo casos com dependente inválido.
Também abrange dependente com deficiência intelectual, mental ou grave, conforme descrito no relatório aprovado.
Por outro lado, o substitutivo excluiu servidores públicos federais dessa mudança, por tratar de competência do Poder Executivo.
Para o segurado do INSS e sua família, o impacto pode ser direto no valor mensal recebido, caso a proposta seja aprovada nas próximas fases.
- Se aprovado até o fim, o cálculo deixa de usar cotas proporcionais e volta ao valor integral.
- O valor passa a espelhar 100% do benefício de referência do segurado falecido.
- O alcance fica concentrado no RGPS, e não em regimes próprios.
Próximas etapas e o que o segurado deve acompanhar
O projeto seguirá, em caráter conclusivo, para as comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, ainda precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.
O cidadão pode acompanhar o andamento diretamente na área de propostas e notícias sobre Previdência no Portal da Câmara.
Enquanto não há sanção, não há mudança automática no Meu INSS. Beneficiários devem se orientar por canais oficiais e por atendimento do INSS.
Para consultar benefícios e extratos sem intermediários, o segurado deve usar os serviços digitais do Meu INSS e demais serviços oficiais do INSS.
Duvidas Sobre o Projeto que Pode Voltar a Pensão por Morte do INSS a 100%
A aprovação na comissão da Câmara reacendeu dúvidas sobre quanto pode mudar na pensão por morte e em que momento isso começa a valer. As respostas abaixo ajudam a entender o que já foi decidido e o que ainda depende de votação.
Esse projeto já aumenta a pensão por morte do INSS agora?
Não. A proposta foi aprovada em comissão em 24/04/2026, mas ainda precisa passar por outras comissões e ser aprovada pela Câmara e pelo Senado para virar lei.
Se virar lei, quem teria direito ao valor de 100%?
O texto aprovado na comissão mira dependentes de segurados do Regime Geral (RGPS), ou seja, trabalhadores cobertos pelo INSS. A aplicação exata depende da redação final aprovada no Congresso.
Como eu acompanho se o projeto avançou e o que mudou no cálculo?
O acompanhamento mais seguro é pela tramitação no Portal da Câmara e por comunicados oficiais do INSS. Se houver mudança legal, ela tende a ser refletida nos canais oficiais e no Meu INSS.
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