O Ministério da Previdência Social anunciou que o governo ampliou o prazo para tornar obrigatório o uso da biometria da Carteira de Identidade Nacional (CIN) na concessão de benefícios do INSS e em programas sociais.
A mudança busca evitar que pessoas sejam barradas por falta de cadastro biométrico e, ao mesmo tempo, reforçar a segurança contra fraudes em pedidos digitais.
O novo cronograma foi formalizado por portaria e também prevê a disponibilização do Serviço de Verificação Biométrica aos órgãos gestores da seguridade social até o fim de 2026.
O que mudou na exigência de biometria para benefícios do INSS
Antes da atualização, a exigência poderia impactar requerimentos já a partir de maio de 2026, segundo a própria Previdência.
Com a ampliação do prazo, o governo diz que os cidadãos ganham mais tempo para realizar o cadastro biométrico gratuitamente usando a CIN.
Na prática, o foco é reduzir risco de fraude em solicitações remotas, especialmente em canais digitais, onde a autenticação do requerente é crucial.
A medida também conversa com a expansão de serviços a distância, como protocolos e análises no Meu INSS, que concentram grande parte das demandas.
- Para o segurado: menos chance de “travamento” do pedido por falta de biometria já no curto prazo.
- Para o INSS: mais ferramentas para confirmar identidade e reduzir concessões indevidas.
- Para o sistema: padronização gradual, com tempo de adaptação para estados e municípios.

Como isso afeta aposentadoria, perícia e benefícios por incapacidade
Para quem vai pedir aposentadoria em 2026, o INSS reforça que as regras de transição continuam mudando anualmente desde a Reforma de 2019.
Uma das regras, a de pontos, exige em 2026 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, além do tempo mínimo de contribuição.
O impacto da biometria aparece principalmente no “antes” do benefício: a identificação do requerente e a segurança do pedido no ambiente digital.
Já no campo da perícia, o governo vem estruturando mais atendimentos remotos; uma portaria consolidou a teleperícia como procedimento regular.
- Se você for pedir um benefício, mantenha seu cadastro atualizado no Gov.br e no Meu INSS.
- Se houver exigência de validação, siga o fluxo indicado no aplicativo/portal para evitar pendências.
- Em caso de perícia (presencial ou remota), confira documentos médicos e laudos antes do agendamento.
Segurança e prevenção a golpes: por que o tema voltou ao centro
A expansão de exigências de identificação ocorre em paralelo ao aumento de alertas oficiais sobre fraudes e tentativas de obtenção de dados de segurados.
Em abril de 2026, o INSS reforçou que não vai à casa do segurado para pedir informações pessoais e orientou validação apenas em canais oficiais.
O órgão também tem usado notificações digitais, inclusive via WhatsApp com conta oficial verificada, em comunicações específicas, como prova de vida quando necessária.
O ponto central é diferenciar aviso real de golpe: mensagens oficiais não pedem senha, dados bancários completos ou pagamentos para “liberar” benefício.
- Desconfie de pedidos de dados por ligação ou visita domiciliar.
- Confirme tudo na Central 135, no Meu INSS ou em agência, se necessário.
- Não clique em links recebidos de números desconhecidos com promessa de “aprovação imediata”.
Segundo o Ministério da Previdência, a nova regra de biometria e o serviço de verificação até 2026 compõem um pacote para dar mais robustez à checagem de identidade.
O anúncio de que o governo ampliou o prazo para o uso obrigatório da biometria da CIN é o marco mais recente desse esforço.
Para aposentadoria em 2026, o INSS também recomenda simular o cenário pelo Meu INSS, já que as transições variam por regra e histórico contributivo.
O instituto detalhou que os pontos exigidos sobem para 93 (mulheres) e 103 (homens) na regra de pontos neste ano.
Na frente de perícia, a telemedicina ganhou base normativa para virar rotina, com padronização de avaliações por videoconferência em serviços autorizados.
A formalização foi descrita em reportagem baseada em portaria, ao informar que a perícia remota foi oficializada como procedimento regular para determinados atendimentos.
Dúvidas Sobre biometria da CIN e pedidos de benefícios do INSS em 2026
Com a ampliação do prazo para biometria da CIN, muitos segurados passaram a questionar o que muda na prática ao pedir aposentadoria, auxílio e ao passar por perícia. As respostas abaixo focam no cenário de 2026.
Vou precisar fazer biometria para pedir aposentadoria no Meu INSS agora?
Não necessariamente. O governo ampliou o prazo para tornar obrigatório o uso da biometria da CIN, justamente para dar tempo de adaptação; quando houver exigência no seu caso, o sistema indicará a validação no fluxo oficial.
Como eu sei se uma mensagem sobre INSS é oficial ou golpe?
É oficial quando você consegue confirmar a mesma informação nos canais do governo (Meu INSS, Gov.br ou Central 135). Golpistas costumam pedir senha, dados bancários ou “taxa” para liberar benefício, o que não é procedimento do INSS.
Teleperícia substitui toda perícia presencial no INSS?
Não. A teleperícia foi formalizada para virar procedimento regular em serviços autorizados e padronizados, mas a perícia presencial continua existindo e pode ser exigida conforme o caso, a documentação e a avaliação técnica.
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