O governo federal editou a Medida Provisória (MP) 1.358/2026 criando uma subvenção temporária para gasolina e diesel produzidos no Brasil ou importados, com o objetivo de amortecer a alta de preços ligada ao conflito no Oriente Médio.
A MP já está em vigor desde a publicação em edição extraordinária do Diário Oficial, mas precisa ser votada por Câmara e Senado para virar lei permanente dentro do prazo constitucional.
A medida abre espaço para um impacto fiscal elevado, estimado em quase R$ 3 bilhões por mês no cenário em que o benefício alcance os dois combustíveis, segundo explicações oficiais apresentadas a parlamentares.
O que a MP 1.358/2026 muda no preço da gasolina e do diesel
A MP autoriza o governo a pagar uma subvenção a produtores e importadores, operacionalizada por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Os valores não estão definidos no texto: a MP prevê que um ato do Ministério da Fazenda estabelecerá a quantia por litro e as regras detalhadas de execução.
Há uma trava explícita: a subvenção não pode superar o teto dos tributos federais que incidem sobre os combustíveis, limitando o tamanho do “desconto” financiado pelo Tesouro.
- Gasolina: a tributação federal citada é de R$ 0,89 por litro (PIS/Cofins e Cide).
- Diesel: a MP referencia que R$ 0,35 por litro de PIS/Cofins está com cobrança suspensa desde março.
- Prazo: a subvenção vale por dois meses após o ato ministerial e pode ser prorrogada.
Na prática, a MP cria um instrumento para reagir rápido a choques de preços, sem depender de aprovar uma lei do zero em cada nova crise internacional.

Como funciona o “cashback tributário” citado pelo governo
Ao apresentar a medida, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, descreveu a lógica como uma devolução do tributo na forma de subvenção, em mecanismo semelhante a cashback.
O desenho é relevante porque sinaliza que o governo pretende usar o benefício como “amortecedor” quando houver pressão no preço, sem necessariamente cortar tributos de forma permanente.
O texto também indica uma ordem de aplicação: a subvenção começaria pela gasolina e depois poderia alcançar o diesel, dependendo do encerramento de medidas anteriores para o combustível.
- Fazenda publica ato definindo valores por litro e condições.
- ANP operacionaliza o pagamento a produtores/importadores.
- Benefício vigora por dois meses, com possibilidade de prorrogação.
- Congresso vota a MP para convertê-la em lei.
O objetivo declarado é evitar repasses abruptos ao consumidor, mas a eficácia depende do valor por litro e de como o mercado repassa o alívio ao preço final.
Impacto fiscal: quanto pode custar e o que o Congresso deve observar
Nas contas apresentadas, uma subvenção na faixa de R$ 0,40 a R$ 0,45 por litro de gasolina poderia gerar impacto de cerca de R$ 1 bilhão por mês.
Para o diesel, o impacto estimado é de aproximadamente R$ 1,7 bilhão por mês se a política equivaler à retirada dos R$ 0,35 por litro mencionados para PIS/Cofins.
Somadas as duas frentes, a projeção citada aponta um custo mensal “um pouco menor” do que R$ 3 bilhões, o que pressiona a discussão sobre compensações e metas fiscais.
Agora, a MP entra no rito legislativo: o texto foi detalhado em comunicado oficial da Câmara e será analisado por deputados e senadores.
Paralelamente, o Senado discute outras frentes de política pública com impacto social direto; nesta semana, a comissão aprovou regras para incentivar doação de alimentos por empresas, em decisão terminativa, com envio à Câmara.
O Congresso também recebeu a MP 1.357/2026 sobre compras internacionais de até US$ 50, mostrando que o pacote econômico-regulatório da semana combina combustíveis, consumo e medidas setoriais.
Para o cidadão, o ponto central é o prazo: a subvenção depende de ato da Fazenda para começar a valer na prática e, politicamente, dependerá da conversão da MP em lei para ter continuidade.
Duvidas Sobre a subvenção da MP 1.358/2026 para gasolina e diesel
A MP 1.358/2026 foi editada em 14 de maio de 2026 e cria uma subvenção temporária para gasolina e diesel. Como ela mexe com preço, prazo e custos públicos, surgem dúvidas imediatas sobre vigência e efeitos no bolso.
A MP 1.358/2026 já reduz o preço na bomba automaticamente?
Não. A MP está em vigor, mas o valor da subvenção depende de um ato do Ministério da Fazenda definindo quanto será pago por litro e como será operacionalizado pela ANP.
Por quanto tempo a subvenção pode durar?
A regra prevista é de dois meses a partir do ato que definir os valores, com possibilidade de prorrogação por ato do governo federal. A continuidade também depende de o Congresso aprovar a MP dentro do prazo legal.
Quanto isso pode custar aos cofres públicos?
Segundo estimativas apresentadas pelo governo, o impacto pode chegar perto de R$ 3 bilhões por mês quando gasolina e diesel estiverem cobertos, dependendo do valor por litro adotado. O custo final varia conforme o ato da Fazenda e a duração do benefício.
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